Quando comecei minha(s) carreira(s) como tricoteira, pouco depois da fase das roupas de boneca, entrei numa fase de fazer sapatinhos.
Aquelas receitas passadas de mãe pra filha (no meu caso, foi a mãe de uma amiga), anotadinhas num caderno encardido, onde a gente ia seguindo as instruções no escuro e, no fim, dava certo!
Fiz muitos. Adorava porque sempre aprendia uma coisa nova.
Lá pelas tantas, enjoei e nunca mais fiz.
E confesso: como mãe, não fiz nenhum. Achava mais prático usar meinhas. E nunca gostei daquelas fitinhas para deixar o sapatinho no lugar (quem já viu um bebê chutando sabe que eles saem voando). Vestir essas criaturinhas é trabalhoso e, quanto mais rápido a gente conseguir, melhor.
Corta para o começo deste ano, quando uma amiga perguntou se não poderia fazer uns sapatinhos para os enxovais que a avó dela monta para mulheres carentes. Parece que uma senhora que os fazia não estava podendo tricotar.
Quando não achei meu velho caderninho de receitas, o jeito foi procurar por aí. Achei os sapatinhos perfeitos* e não consegui mais parar.
(*só achei a receita no Ravelry)
Essa barrinha dupla deve segurar super bem nos pezinhos e, apesar de ser meio chatinho de fazer até pegar o jeito, este sapatinho não tem nenhuma costura. Ne-nhu-ma.
Em pouco mais de um mês fiz 14 pares, quase um pé por dia. Como eu consigo? Levo sempre um em andamento na bolsa. Basta uns 5 minutinhos esperando a filhota na escola, umas 3 carreiras; mais 10 esperando a dentista, outras 8, e assim vai.
Postei todos os pares individualmente no flickr e no ravelry (ali com detalhes), mas os meus preferidos foram estes 3:
Restinhos de uma das primeiras meias que fiz usando lã própria p/ meias (o efeito da solinha foi uma felicíssima coincidência). Me lembra uma melancia.
Na maioria dos sapatinhos usei restos de lã p/ meia, mas quando vi esta cor da Keamor (sério, porque a gente só acha lã para bebê em tons pastéis?) tive que comprar. Não ficou lindo?
Este foi para aproveitar um restinho da Carinho em marinho que resolvi misturar com a Keamor que usei aí em cima. (Tô achando que esse eu vou deixar guardado para um futuro/a neto/a.)
Não sei quando vai terminar essa minha fase, mas sei que por agora não é :D














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