Como o anterior ficou pequeno demais, está fazendo o tamanho maior.
Evitou aquela variação que, no final das contas, só deu mais trabalho.
Mas...
Escolheu a cor errada. Não aparecia o efeito.
Desmancha e começa de novo.
Mesmo sabendo (e confirmado por 9 entre 10 pessoas no Ravelry) que as mangas são um tanto quanto compridas demais, não parou antes.
Quase terminando o corpo, descobre que a outra variação que resolveu levar à frente, ao invés de economizar trabalho, está comendo lã demais. E está parecendo um rabo de pato.
Desmancha até o começo do corpo e agora resolve seguir a receita.
Descobre que, se quiser fazer sapatinhos com a mesma lã, vai ter que usar outra cor para o acabamento.
(Perdi o post de domingo, mas antes do fim de semana tinha que sair. Porque o meu mantra pra este ano é: o ótimo é inimigo do bom. Ainda queria dar um trato nas fotos, mas vai assim mesmo...)
Comecei estes quadradinhos quando vi não lembro me que blog uma referência a esta manta do filme Nanny McPhee:
Não tem coisa mais simples, e fica tão gracinha...
(Pena que não há fotos melhores por aí, mas aluguem o filme e vejam por si. Aliás, o filme é uma graça mesmo sem a manta de crochê. Ah, e tem o Colin Firth de lambuja, o que não é nada mau ;D)
Dei uma olhada nas lãs guardadas, e lembrei dos novelos de Sublime que tinha comprado para experimentar e ainda não tinham um fim específico e mandei bala.
Encomendei mais algumas cores no Bazar Horizonte e lá fomos nós.
Depois do entusiasmo inicial, não sei o que aconteceu mas dei uma parada. Acho que não estava gostando da costura, parecia que os quadrados estavam ficando meio "saltados", ou então foi o calor. O negócio é que deixei o projeto de lado desde meados de 2010.
Resumindo, depois de terminado o meu zig-zag eu ainda estava em no modo 'crochet'. Achei o que já tinha feito (que era mais da metade: eu tinha feito todos os miolos, faltava só a última carreira de cada quadrado) e pus mãos à obra.
Em menos de um mês...
Taí o bicho prontinho.
Dá pra imaginar a satisfação de ver um projeto pronto tão rápido? Essa é outra vantagem de pegar um daqueles projetos esquecidos no fundo das sacolas...
A predominância azul/rosa/lilás foi puramente aleatória: era o que tinha. Porque o Sublime também saiu de linha :-/
Sério, acho que tem alguém lá na Pingouin que só fica espiando pra saber quais os fios de que eu mais gosto pra, pum!, sumir com eles.
Mas deixa estar que, completamente sem esperanças,bati no armarinho aqui da quadra (cuja dona é minha vizinha quase de porta, espia o perigo!) vendo se eles tinham algum novelo perdido pra aumentar um pouquinho a manta...
E sai com uns 20 novelos. Não só consegui fazer a manta da filhota com um tamanho razoável (uns 190x110cm) como tenho fio pra fazer outra!
P.S. - Como sempre, os detalhes estão no Ravelry, mas basicamente usei agulhas 4,5mm e fiz 294 quadradinhos (padrão 21x14) e gastei uns 18 novelos de 100g.
P.S.II - A manta é mais azul/lilás/rosa, mas não tanto quanto aparece nas fotos! A bichinha é bem mais colorida do que está parecendo aqui ;D
P.S. IV - já era preu ter falado, quero até fazer um post à parte, mas já a Júnia já lançou a versão 2012 do Tricô Solidário. E este ano vale tudo: gorro, casaquinho, meia, mantas, cachecol para crianças e adultos. Ou seja, é hora de resgatar mais coisas começadas do fundo do baú!
Não sou uma pessoa de resoluções de ano novo, mas estou firme na intenção de retomar o blog: pelo menos um post por semana, responder a todos os comentários, não deixar os e-mails diretos pra depois (não esqueci, viu Ká? foi falta de tempo de dar uma checada), manter o resgistro das coisinhas que estou fazendo e, por último mas não menos importante, dar uma BAIXA nos projetos incabados, tipo "dá ou desce": ou termino ou desmancho, sem meio termo.
Mas se tem uma vantagem na idade é aprender que, por mais que a gente queira, não dá pra fazer tudo de uma vez; que o ótimo é inimigo do bom e que, com um pouco de paciência, a gente chega lá.
Não respondi os (como sempre) simpáticos comentários individualmente, embora tenha lido todos, mas estou quase terminando um projeto começado em julho de 2010 (salve, santo Ravelry!) que estava pela metade.
Caramba, daqui a pouco fazia um ano que não entrava aqui. Tudo direitinho com vocês? Pois é, mudei,né? Tô superfeliz na casa nova, tudo novinho, gostosinho, e o que é mais importante, fresquinho!
Eu morava na antesala do inferno e não tinha noção!
Quer dizer, o ap era jeitosinho, tinha uma vista linda, mas era último andar, frente norte, com janelões com esquadria de ferro. E com as temperaturas senegalesas que andam fazendo nesta cidade...
Mas agora, frente leste, andar mais baixo, mais perto do lago e, o melhor: com um quarto extra para servir de escritório e para colocar minha 'modesta' coleção de fios, agulhas e tralhas, estou bem mais feliz.
Claaaro que estaria ainda mais feliz se o escritório/ateliê/quarto da bagunça, passados seis meses da mudança, não estivesse até o teto com caixas ainda por desembalar e se pudesse trabalhar (e tricotar/crochetar) lá ao invés de usar a bancada da cozinha (bem embaixo das minhas luminárias/escorredor), mas não se pode ter tudo, né? :D
Mas falando em 'modesta' coleção, lembram quando saiu a notícia que o Noblesse estava saindo de linha, isso há uns três anos? Pois é, 'alguém' fez um pequeno estoque...
Taí um dinheiro bem investido, viu? Ô lã gostosa de trabalhar! Só que, confesso, eu estava com pena de usar. Loucura, eu sei, mas eu acho que uma lã tão gostosa merece ser usada em trabalhos especiais.
E finalmente a musa soprou no meu ouvido a receita perfeita!
Aproveitando que tivemos um novembro glorioso (choveu do princípio ao fim! obrigada São Pedro! sei que nem todo mundo gosta, mas se tem uma coisa que eu não sou é uma pessoa solar. Por mim, chuva,tempo nublado, friozinho é a glória!), e já que no ap novo até esfria de madrugada, me atirei nas agulhas e, finalmente, saiu um ripple!
Demorou, mas foi no capricho: tamanho casal avantajado (esse sofá tem mais de 2 metros de comprimento, herança da minha mãe, comprado há muuuuuitos anos, quando eu tinha a idade da filhota), e só levei um mês e meio. Claro que foi fidelidade total, mas me surpreendeu a velocidade em que iam saindo as ondinhas, viu?
A combinação de cores foi meio no olho. Acabei usando uns novelos do Intense também, que apesar de mais fino e macio, deu muito certo, desde que intercalasse uma listra de Noblesse no meio pra "firmar. No final, saiu uma combinação meio "cores que encontraria num cobertor do tempo da minha avó" :D
E como São Pedro continua camarada, essa manta ainda não saiu de cima da minha cama. Fazia muito tempo que eu não fazia algo pra mim de que gostasse tanto!
(Eu pensei que ia dar uma boa baixa no estoque, mas até que gastei pouco! Menos mal, porque ainda quero usar muito a Noblesse...)
* Por que o crazy people? Era a marca registrada do DJ Big Boy, o maluco que moldou o gosto musical (e a vontade de aprender inglês, porque eu não entendia chongas) de uma adolescente perdida no começo dos anos 70 na solidão do cerrado. Muito antes de sequer se sonhar com internet, rádio AM era a minha ponte com o mundo!
Recent Comments