Caramba, daqui a pouco fazia um ano que não entrava aqui. Tudo direitinho com vocês? Pois é, mudei,né? Tô superfeliz na casa nova, tudo novinho, gostosinho, e o que é mais importante, fresquinho!
Eu morava na antesala do inferno e não tinha noção!
Quer dizer, o ap era jeitosinho, tinha uma vista linda, mas era último andar, frente norte, com janelões com esquadria de ferro. E com as temperaturas senegalesas que andam fazendo nesta cidade...
Mas agora, frente leste, andar mais baixo, mais perto do lago e, o melhor: com um quarto extra para servir de escritório e para colocar minha 'modesta' coleção de fios, agulhas e tralhas, estou bem mais feliz.
Claaaro que estaria ainda mais feliz se o escritório/ateliê/quarto da bagunça, passados seis meses da mudança, não estivesse até o teto com caixas ainda por desembalar e se pudesse trabalhar (e tricotar/crochetar) lá ao invés de usar a bancada da cozinha (bem embaixo das minhas luminárias/escorredor), mas não se pode ter tudo, né? :D
Mas falando em 'modesta' coleção, lembram quando saiu a notícia que o Noblesse estava saindo de linha, isso há uns três anos? Pois é, 'alguém' fez um pequeno estoque...
Taí um dinheiro bem investido, viu? Ô lã gostosa de trabalhar! Só que, confesso, eu estava com pena de usar. Loucura, eu sei, mas eu acho que uma lã tão gostosa merece ser usada em trabalhos especiais.
E finalmente a musa soprou no meu ouvido a receita perfeita!
Aproveitando que tivemos um novembro glorioso (choveu do princípio ao fim! obrigada São Pedro! sei que nem todo mundo gosta, mas se tem uma coisa que eu não sou é uma pessoa solar. Por mim, chuva,tempo nublado, friozinho é a glória!), e já que no ap novo até esfria de madrugada, me atirei nas agulhas e, finalmente, saiu um ripple!
Demorou, mas foi no capricho: tamanho casal avantajado (esse sofá tem mais de 2 metros de comprimento, herança da minha mãe, comprado há muuuuuitos anos, quando eu tinha a idade da filhota), e só levei um mês e meio. Claro que foi fidelidade total, mas me surpreendeu a velocidade em que iam saindo as ondinhas, viu?
A combinação de cores foi meio no olho. Acabei usando uns novelos do Intense também, que apesar de mais fino e macio, deu muito certo, desde que intercalasse uma listra de Noblesse no meio pra "firmar. No final, saiu uma combinação meio "cores que encontraria num cobertor do tempo da minha avó" :D
E como São Pedro continua camarada, essa manta ainda não saiu de cima da minha cama. Fazia muito tempo que eu não fazia algo pra mim de que gostasse tanto!
(Eu pensei que ia dar uma boa baixa no estoque, mas até que gastei pouco! Menos mal, porque ainda quero usar muito a Noblesse...)
(Pra quem quiser dos detalhes, no Ravelry tem)
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* Por que o crazy people? Era a marca registrada do DJ Big Boy, o maluco que moldou o gosto musical (e a vontade de aprender inglês, porque eu não entendia chongas) de uma adolescente perdida no começo dos anos 70 na solidão do cerrado. Muito antes de sequer se sonhar com internet, rádio AM era a minha ponte com o mundo!











