Pelo menos pra mim, uma das coisas mais difíceis nessa empreitada de criar uma pessoinha é aprender a respeitar seu ritmo, seus gostos, enfim, sua individualidade. Tem sementes que eu planto e, não demora muito, brotam; outras, como o gosto pela leitura, que plantei desde que ela era pequenininha (horas e horas de leitura ao pé da cama; livros e livros (bons livros e próprios para a idade) sempre à disposição; cansei de começar a ler alguma história na qual ela se interessava e jogava a bola para ver se ela terminava sozinha) parece que não iam vingar.
Tá certo, pensava eu; nem toda criança é leitora nata; transformar numa hoje em dia, com tanta distração (desenho animado 24 horas, computador, video game, uma vida social muito mais intensa do que a que eu tive), é muito mais difícil. Mas não é que, nos 45 do segundo tempo, e claro que com a boa influência da melhor amiga, a moçoila caiu na armadilha.
A série do Harry Potter está no papo.
Próxima missão:
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Aliás, ontem comprei três livros.
Numa livraria "infantil".



